Artista da Vez: Camille Claudel

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Não há como descrever a vida de Camille sem citar (várias vezes) Rodin.  A vida dela foi tão intensa, com tanta paixão, arte e loucura que é difícil saber por onde começar a descrever tantas coisas incríveis e marcantes.

Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (nome artístico: Camille Claudel) nasceu na cidade de Aisne, França, em 8 de dezembro de 1864, passou a infância brincando de esculpir com barro e ossos. Aos 17 anos, mudou-se para Paris com o incentivo do pai para estudar escultura.

Camille Claudel.

“A senhorita já teve aulas com Auguste Rodin?”.  Na época, Rodin ainda não era famoso, mas Paul Dubois, diretor da Escola Nacional de Belas-Artes, ao conhecer seus trabalhos notou grande semelhança aos de Rodin. Em 1883,  Camille tinha 19, Rodin 45, ele entrou em seu ateliê cheio de si e não fez nenhum elogio as suas obras, apenas apontou defeitos.  Mas todos sabem que ele gostou do que viu e dois anos depois chamou Camille para trabalhar com ele nas obras As Portas do Inferno e Os Burgueses de Calais.

Camille Claudel. Sakountala ou L'Abandon. 1886-1905.

Sabe-se do caso de amor deles apenas em 1886 através das cartas que trocavam, mas não se sabe desde quando o romance iniciou. Rodin era casado, tinha um filho com Rose Beuret, quem nunca deixou para ficar com Camille.

Mas Camille estava apaixonada e, em 1888, deixou a casa dos pais e passou a viver numa casa alugada por Rodin, que eles chamavam de “retiro pagão”. “Eles passam a freqüentar lugares públicos, tornando-se amantes assumidos. O que era um escândalo para a época”, afirma Liliana Wahba, psicóloga brasileira autora de Camille Claudel: Criação e Loucura. Essa fase da vida de ambos é marcada por obras de intensa sensualidade.

 

Camille Claudel. La Valse ou les Valseurs. 1889-1905. (Visão 1)

Camille Claudel. La Valse ou les Valseurs. 1889-1905. (Visão 2)

 

Camille Claudel. La Vague ou Les Baigneuses. 1897-1903.

Camille Claudel. L'Âge mûr. 1894-1900.

Em 1892, Camille bandona o “retiro pagão” devido ao aborto, não se sabe se foi natural, e decide deixar Rodin. Em 1898 rompem definitivamente o romance, Camille passa a morar em seu estúdio, passa por problemas financeiros e psicológicos, ela acreditava que havia um complô de Rodin contra ela. Depois de 1906 ela destrói tudo que esculpe, joga no rio Senna ou enterra, acredita que Rodin a persegue e quer destruí-la. Após a morte de seu pai, sua família arranjou uma certidão médica (ela foi diagnosticada como portadora de delírio paranóico), e Camille foi levada à força para um hospício, onde passou os últimos 30 anos de sua vida e jamais voltou a esculpir. Camille Claudel morreu em Paris, 19 de outubro de 1943.

É apenas um resumo de uma história longa, intensa e cheia de detalhes de Camille Claudel, vale a pena ler o livro “Camille Claudel: criação e loucura” de Liliana Wahba e também assistir o filme de Bruno Nuytten “Camille Claudel” de 1988.

Fonte:
A vida de Camille é incrível e vale a pena ler mais detalhes nesse link:
Camille Claudel – Arte, paixão e loucura
Também acesse o site oficial:  Camille Claudel

Este foi uma dica da Luciana para um post aqui no Amo! Já havia feito um trabalho sobre ela em uma disciplina de Belas Artes e já a admiro faz tempo. Obrigada pela lembrança, Luciana! Espero que goste desse post!  :)

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Sobre Natália Soares

Amante de cores e traços que descrevem, insinuem e estimulem sentimentos. Amo compartilhar criações, momentos, estudos, homenagens, inspirações, ideias, sobre design, artes e tecnologia. Sou Web Designer formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda e atualmente especializando meus conhecimentos cursando MBA em Design Gráfico e Digital ambos pela Universidade de Fortaleza.

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